Goianésia - Projeções apontam que, até 2035, metade da população infantil e adolescente brasileira poderá estar com sobrepeso ou obesidade, segundo o Atlas Mundial da Obesidade de 2024. Dados do Ministério da Saúde e da Organização Panamericana da Saúde mostram que 12,9% das crianças entre 5 e 9 anos e 7% dos adolescentes de 12 a 17 anos já enfrentam essa condição.
A obesidade infantil é uma preocupação crescente, com impactos significativos na saúde. Um dos maiores desafios é que essa condição frequentemente não apresenta sintomas visíveis, o que torna ainda mais importante o acompanhamento pediátrico regular. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define a obesidade como o excesso de gordura corporal, com sérias consequências para a saúde.
A endocrinologista pediátrica Marília Barbosa alerta para os riscos da obesidade infantil: “Além de aumentar a probabilidade de doenças graves, como diabetes tipo 2, hipertensão e problemas cardíacos, a obesidade também afeta o desenvolvimento psicológico e social das crianças, impactando negativamente sua autoestima e relações sociais.”
O papel da alimentação e do ambiente familiar na prevenção
O combate à obesidade, uma das doenças crônicas mais comuns, exige atenção especial à alimentação na infância. A psicóloga Julya Barbosa destaca a importância do ambiente familiar: “As crianças tendem a imitar os hábitos alimentares dos pais. Por isso, é fundamental que os adultos incentivem uma alimentação equilibrada desde cedo, tornando-se exemplos positivos.”
Ana Clara, de 16 anos, de Goianésia, compartilha sua experiência com a reeducação alimentar: “Optei por adotar hábitos mais saudáveis porque queria mais disposição e qualidade de vida. Com o tempo, percebi que estava mais enérgica e me sentindo melhor fisicamente e mentalmente”, explicou.
Fatores que influenciam a obesidade infantil
A obesidade infantil é causada por uma combinação de fatores, incluindo o ambiente familiar, a alimentação e a prática de atividades físicas. O consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, ricos em açúcar, gordura e sódio, é um dos maiores problemas. Fatores genéticos também contribuem para o desenvolvimento da condição.




