Goianésia - O Governo Federal lançou uma Medida Provisória (MP) permitindo que trabalhadores usem até 10% do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) ou 100% da multa rescisória como garantia para empréstimos consignados. A medida promete reduzir os juros em até 40% em relação às taxas do setor privado, o que pode atrair muitas pessoas. Porém, o presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (Abefin), Reinaldo Domingos, alerta para os riscos de endividamento caso o crédito não seja bem planejado.
Domingos destaca que, apesar das condições mais vantajosas, o uso do FGTS ou da multa rescisória como garantia pode levar a uma dívida maior a longo prazo. "O trabalhador deve avaliar se realmente precisa desse crédito e se tem capacidade para arcar com os pagamentos, evitando cair em um ciclo de endividamento", afirma o especialista. A medida também ampliou o alcance do crédito, incluindo trabalhadores rurais, domésticos e empregados de microempreendedores individuais.
A solicitação do empréstimo estará disponível a partir de 21 de março, por meio do aplicativo da Carteira de Trabalho Digital. A partir de 24 de abril, será possível migrar para essa nova linha de crédito, e a portabilidade entre bancos estará disponível em junho. Para Domingos, a portabilidade pode ser útil, mas a principal recomendação é que o trabalhador tenha um controle rigoroso das suas finanças. "Sem um planejamento adequado, o crédito pode acabar sendo uma armadilha", alerta.
Apesar das vantagens aparentes, a nova linha de crédito precisa ser analisada com cautela. Domingos conclui: "O mais importante é que o trabalhador compreenda as consequências dessa decisão e busque usar o crédito com responsabilidade para não comprometer sua saúde financeira no futuro".




