Goianésia- A incontinência urinária é uma condição que atinge milhões de brasileiros e impacta de maneira significativa a qualidade de vida. De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, aproximadamente 15% dos homens com mais de 40 anos enfrentam episódios incontroláveis de perda de urina, sendo que as causas podem variar desde o processo natural de envelhecimento até condições neurológicas mais complexas.
A urologista Dra. Leia Costa explica que existem diferentes tipos de incontinência urinária, cada um com causas subjacentes distintas. "Os tipos mais comuns são: a incontinência urinária por esforço, que ocorre durante atividades como tossir; a incontinência urinária de urgência, quando há um desejo intenso de urinar que não pode ser controlado; a incontinência funcional, presente em pessoas acamadas que não conseguem alcançar o banheiro a tempo; e a incontinência urinária associada a déficits cognitivos, em que a pessoa não consegue identificar a necessidade de urinar", detalhou a especialista.
Além dos desconfortos físicos, a incontinência urinária gera um impacto profundo no bem-estar emocional e social dos indivíduos, frequentemente conduzindo ao isolamento social e, em casos mais graves, até a quadros depressivos. Pesquisa realizada pela marca TENA revela um dado preocupante: 63% dos homens preferem ignorar os primeiros sinais da condição, adiando a busca por ajuda médica especializada.
Dra. Leia Costa observa que a falta de conhecimento é um fator importante para o não reconhecimento precoce da doença. "Muitas pessoas acreditam que a incontinência urinária é um processo inevitável do envelhecimento, seja por falta de informações sobre tratamentos disponíveis ou pela vergonha de discutir o assunto", afirmou a médica.
Embora a incontinência urinária seja mais prevalente entre idosos e mulheres, ela pode ser prevenível com o fortalecimento do assoalho pélvico, controle do peso corporal e acompanhamento médico regular. Especialistas alertam que procurar tratamento logo nos primeiros sinais é essencial para evitar complicações mais sérias e melhorar a qualidade de vida dos afetados.




