A obesidade é classificada como uma doença crônica, assim como o câncer ou diabetes

Goianésia- A obesidade no Brasil tem se tornado uma das principais preocupações das autoridades de saúde, sendo reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos maiores desafios sanitários do país. De acordo com dados da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica, o Brasil enfrenta um aumento significativo dessa condição, com índices alarmantes.

Entre 2006 e 2019, as taxas de obesidade crônica no Brasil subiram mais de 70%, passando de 11,8% para 20,3%. Esses números revelam uma tendência preocupante, que exige uma resposta eficaz das políticas públicas de saúde.

O médico Dr. Glauco Amorim destaca a relevância de tratar a obesidade como uma doença crônica. “A obesidade é classificada como uma doença crônica, assim como o câncer ou diabetes. Portanto, mesmo que o paciente se submeta a tratamentos clínicos ou cirúrgicos, como a bariátrica, isso não significa que ele esteja curado. Trata-se, na verdade, de um controle da doença”, explica o especialista.

Conforme o Atlas Mundial da Obesidade 2025, divulgado pela Federação Mundial da Obesidade, o Brasil já alcançou um índice de obesidade de 31%, superando as previsões iniciais. Isso significa que um em cada três brasileiros está lidando com a obesidade.

Para reverter esse cenário, o Dr. Glauco Amorim enfatiza a necessidade de mudanças estruturais nos hábitos de vida. “É fundamental promover mudanças nos hábitos alimentares e estimular a prática regular de atividades físicas. São essas transformações que, ao longo do tempo, possibilitarão o controle da doença”, afirma o médico.

O relatório revela que, atualmente, 68% da população brasileira apresenta excesso de peso, sendo 31% diagnosticados com obesidade e 37% com sobrepeso. Esses dados reforçam a necessidade urgente de ações preventivas e educativas para enfrentar o crescente problema da obesidade no país.