Goianésia - A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) registrou um aumento significativo no número de cargos comissionados nos últimos anos. Em 2015, a Casa tinha 395 servidores efetivos e 2.721 comissionados. Atualmente, sob a presidência do deputado Bruno Peixoto, o número de servidores efetivos caiu para 334, enquanto os cargos comissionados saltaram para 5.280 — um aumento de 94% em 10 anos.
Desde que assumiu a presidência da Alego, em 2023, Peixoto defende que o crescimento de 42% no número de comissionados, que passou de 3.711 para 5.280, é necessário para atender à crescente demanda da Assembleia. Ele explica que os gastos com esses cargos estão dentro dos limites legais e são fundamentais para o funcionamento do Legislativo. “O aumento é essencial para garantir que possamos responder adequadamente às necessidades do parlamento, sem ultrapassar os limites orçamentários estabelecidos pela legislação”, afirma Peixoto.
Entretanto, o aumento no número de comissionados tem gerado críticas. Recentemente, 170 novos cargos comissionados foram criados, conforme o portal de transparência da Casa. A analista política Fabiana Pucinelli alerta que a elevada quantidade de comissionados pode comprometer a eficiência dos serviços públicos. Para ela, a ampliação de servidores concursados traria mais estabilidade e qualidade ao atendimento à população: “Com mais servidores efetivos, a qualidade e a eficiência do serviço público seriam muito mais garantidas. O crescimento desproporcional dos comissionados enfraquece a gestão e a responsabilidade do serviço público”, afirma.
Mesmo com 41 deputados, a Alego possui 5.280 cargos comissionados, número superior ao de estados como São Paulo, que tem 90 deputados e 2.728 comissionados. A discrepância entre as duas Assembleias chamou atenção para o modelo de gestão adotado em Goiás. Recentemente, o presidente Bruno Peixoto anunciou a realização de concurso público para 101 vagas, o que é visto como uma tentativa de equilibrar a estrutura da Casa.




