Reajuste impacta o bolso do consumidor; alternativas podem ajudar a reduzir custos

Goianésia - A partir de 1º de abril, os preços dos medicamentos em Goianésia terão um aumento entre 7,77% e 9,87%. O reajuste, superior ao de 2024, será repassado ao longo do ano, conforme decisão do governo federal.

A alta preocupa moradores da cidade, como Francisca Maria, dona de casa e usuária de medicamentos contínuos para tratar crises de ansiedade. “Eu não posso ficar sem o medicamento de jeito nenhum. Tudo tá caro, tudo tá caro. E não é brinquedo não, e assim a gente se vê como pode.”

Esse aumento é reflexo da inflação de 5,6%, mas a indústria farmacêutica projeta novas altas nos próximos anos. Nos últimos 10 anos, o preço dos medicamentos no Brasil subiu 76,79%, enquanto a inflação foi de 90,24%. Medicamentos como a dipirona podem ter variações de até 300%.

Alternativas para minimizar custos

Sandra Costa, conselheira de farmácias em Goiás, recomenda que os consumidores optem por genéricos ou similares, que costumam ser mais baratos e igualmente eficazes. Além disso, muitos laboratórios oferecem programas de fidelidade com descontos, principalmente em medicamentos de uso contínuo.

Algumas empresas, planos de saúde e sindicatos também têm convênios com farmácias, garantindo preços mais acessíveis. No SUS, medicamentos gratuitos podem ser retirados nas unidades de saúde e farmácias populares.